Home VIVÊNCIA PARA NÃO ESQUECER

VIVÊNCIA PARA NÃO ESQUECER

A participação na vida social é um direito e não uma concessão. Para que esses direitos possam ser exercidos é preciso, especialmente, que os portadores de síndrome de Down (SD) sejam preparados para a vida, livres do preconceito, assistencialismo e se sintam incluídos. Investir no potencial desses indivíduos resulta em ganhos como a autonomia, participação, dignidade e cidadania.

O preconceito ou a concepção de menos valia por parte da sociedade em relação à pessoa com SD é muito forte para uma transformação radical a curto prazo; muito precisa ser feito, sendo necessário iniciar novos projetos e continuar aquilo que já tem dado resultados.

 

 

 

 

No Brasil, mais de 300 mil pessoas têm SD. A cada 600 bebês que nascem, um possui SD. A tendência é que este número continue crescendo, levando em conta que as mulheres estão dando prioridade às suas carreiras e deixando a maternidade para mais tarde, sendo fator agravante para que se tenha filhos com essa alteração genético.

 

Importante considerar o conjunto de parâmetros idênticos em todas eles e a diversidade de cada um. Por respeitar a diversidade de cada um, propomos um programa complementar ao ensino básico que visa melhorar a qualidade de aprendizagem, convívio e  perspectiva de integração no fluxo social dessa população.

 

No TECER, essas pessoas estarão expostas a estímulos ambientais que visam o enriquecimento cerebral e a possibilidade de vivenciar novas experiências. A cada atividade trabalham o corpo, a mente, o cérebro e o espírito. A base disso é uma metodologia multidisciplinar com aplicação das programas e projetos acompanhados de afeto e firmeza, sempre estimulando a superação individual ou do grupo.

 

As pessoas portadoras de SD se deixam absorver pelas coisas que as circulam e que lhes servem de transferência para novos aprendizados. Muitas delas passam continuamente de um estímulo a outro, desfrutando em certos momentos só da visão, em outros momentos só da audição ou só do tato, ou seja, em circuitos fechados.

 

As informações devem ser expostas de inúmeras formas; com clareza, abordagem concreta e singular como apoio ao foco de aprendizado. Além disso, devem ser apresentadas com critérios de duração, frequência e intensidade que permitam a sedimentação dos conceitos. Após tal dinâmica e quando tiver alcançado a quantidade ideal das informações transmitidas, deve-se parar e fazer uma revisão e avaliação dos estímulos propostos. Em muitos lugares não é oferecida – tal dinâmica -, pela falta de tempo e/ou número grande de assistidos.

 

“A ausência de estímulos na SD significa regressão, até mesmo na fase adulta, porque frágeis conexões neurais podem diminuir por fala de estimulação”, afirma a pedagoga, especialista em deficiência mental Nancy Derwood Mills, em sua colaboração na segunda edição do livro SD do Neurologista Dr. José Salomão Schwartzman.